
Dados e Open Finance
Muitos escritórios adotaram Open Finance e quase não colheram resultado. Os sete erros mais comuns, da hora de pedir o consentimento ao uso dos dados.
Adotar Open Finance virou consenso entre escritórios que oferecem planejamento. O resultado, nem tanto. Em muitos casos, a taxa de consentimento fica baixa, os dados chegam e ninguém sabe o que fazer com eles, e a tecnologia acaba lembrada como “aquilo que travou o onboarding”. Quase sempre, o problema está em como o escritório opera o Open Finance, e não na tecnologia.
Erro 1: pedir o consentimento sem explicar
O cliente recebe um link, vê o nome do banco e uma lista de permissões, e desiste. Explicar antes o que será compartilhado, por quê e o que ele ganha muda a taxa de adesão.
Erro 2: pedir na hora errada
Pedir o consentimento antes de o cliente entender o valor do serviço gera resistência. O melhor momento costuma ser logo depois da conversa sobre objetivos, quando os dados passam a ter um propósito claro.
Erro 3: prometer sincronização perfeita
O dado reflete o que cada instituição envia, e a qualidade varia. Prometer que tudo vai aparecer perfeito gera frustração e chamados de suporte. Prometer contexto, e não perfeição, protege a relação.
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Erro 4: tratar todas as instituições como iguais
Algumas instituições entregam dados detalhados e categorizados; outras, só o mínimo exigido. Saber disso permite orientar o cliente e ajustar a expectativa sobre o que vai aparecer no plano.
Erro 5: usar os dados só para orçamento
Ver onde o cliente gasta é a parte mais visível, e a menos estratégica. Os mesmos dados mostram capacidade de poupança, dívidas caras, recursos em outras instituições e mudanças de padrão que pedem uma conversa.
Erro 6: deixar o Open Finance a cargo de cada profissional
Se não há um roteiro comum e um indicador de taxa de consentimento acompanhado pela liderança, o uso fica restrito aos entusiastas. Open Finance precisa ser processo do escritório.
Erro 7: esquecer a governança dos dados
Dados financeiros são sensíveis. O próprio Banco Central vem revisando as regras de parcerias de dados no ecossistema. O escritório precisa saber quem acessa as informações, para quê e por quanto tempo, e garantir que o cliente possa revogar o consentimento quando quiser.
Como transformar dados em retorno
O retorno do Open Finance aparece quando os dados alimentam uma rotina: onboarding mais curto, diagnóstico padronizado, sinais para a próxima conversa, oportunidades identificadas na base. O Dashplan usa o Open Finance como insumo dessa operação, com processo de consentimento orientado e implantação acompanhada.
Perguntas frequentes
Por que o cliente não consente o compartilhamento de dados?
Em geral, porque não entendeu o que ganha ou foi abordado antes de enxergar o valor do serviço.
Como aumentar a taxa de consentimento?
Explicando o propósito, pedindo no momento certo da jornada e acompanhando o indicador como meta do escritório.
Os dados de Open Finance são confiáveis?
São dados oficiais das instituições, mas o nível de detalhe varia. Vale orientar o cliente sobre isso desde o início.
Assista ao episódio “Open Finance na Prática” no DashClass.
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Fontes: Let’s Money sobre a revisão de parcerias de dados no Open Finance.
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